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Divórcio extrajudicial: como funciona e quem pode optar?

  • Foto do escritor: Dra. Adriane Felix
    Dra. Adriane Felix
  • 7 de fev.
  • 6 min de leitura

O divórcio é um momento de grandes mudanças, e o divórcio extrajudicial, realizado diretamente em cartório, oferece uma alternativa rápida, econômica e menos burocrática para casais que desejam formalizar a separação de forma amigável.


Se você deseja entender melhor como funciona esse processo, continue a leitura para conferir todas as informações essenciais.



1 O que é o divórcio extrajudicial? 📜

O divórcio extrajudicial é aquele realizado em cartório, sem a necessidade de um processo judicial. Ele foi regulamentado pela Lei nº 11.441/2007 e recentemente atualizado pela Resolução nº 571/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trouxe novas possibilidades, como a inclusão de casais com filhos menores ou incapazes.


2 Vantagens do divórcio extrajudicial:

  • Rapidez: pode ser concluído em poucos dias;

  • Menos custos: evita audiências prolongadas e honorários elevados;

  • Flexibilidade: possibilidade de agendamento conforme disponibilidade do casal;

  • Conforto: em alguns casos, pode ser feito de forma totalmente digital.


3 Quem pode optar pelo divórcio extrajudicial? ✅

Para realizar o divórcio em cartório, é necessário atender aos seguintes critérios:


a) Acordo entre as partes

  • Os cônjuges devem estar em pleno acordo sobre a separação, divisão de bens e pensão alimentícia (se aplicável).


b) Filhos menores ou incapazes 👩‍👧‍👦

  • Desde a atualização da Resolução CNJ nº 571 casais com filhos menores podem se divorciar extrajudicialmente, desde que as questões relacionadas à guarda, visitas e pensão sejam previamente homologadas judicialmente.


c) Presença de um advogado

  • A presença de um advogado é obrigatória para garantir que os direitos de ambas as partes sejam protegidos.


d) Documentação necessária:

  • Documentos pessoais (RG e CPF);

  • Certidão de casamento atualizada;

  • Certidão de nascimento dos filhos (se houver);

  • Comprovantes de bens e documentos financeiros.


4 Filhos menores ou incapazes: como funciona a guarda e a pensão? 👩‍👧‍👦

Desde agosto de 2024, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permite que casais com filhos menores ou incapazes optem pelo divórcio extrajudicial, desde que as questões relativas aos filhos sejam resolvidas previamente na justiça.


O que isso significa? Antes de formalizar o divórcio em cartório, o casal deve:


  • Definir a guarda dos filhos, podendo ser:

    • Guarda compartilhada: divisão das responsabilidades de criação entre ambos os pais.

    • Guarda unilateral: atribuída a apenas um dos cônjuges, com visitas regulamentadas para o outro.


  • Estabelecer a pensão alimentícia, que deve cobrir:

    • Despesas com educação, saúde e lazer.

    • Custos básicos de alimentação e vestuário.


5 Divisão de Bens Específicos no Divórcio 🏡💰

A partilha de bens é uma das principais preocupações durante o divórcio. Veja como funciona a divisão em alguns casos comuns:


  • Imóveis:

    • Devem ser avaliados e, caso uma das partes fique com o bem, poderá ser necessário compensar financeiramente o outro cônjuge. O registro no cartório deve ser atualizado após o divórcio.


  • Investimentos financeiros:

    • Contas conjuntas, previdências e aplicações financeiras devem ser declaradas e divididas conforme o regime de bens.


  • Empresas:

    • Caso um ou ambos os cônjuges sejam sócios de empresas, é importante revisar o contrato social e definir a partilha de cotas.


  • Dívidas compartilhadas:

    • Dependendo do regime de bens, as dívidas contraídas durante o casamento podem ser partilhadas proporcionalmente entre as partes.


6 Como o regime de bens influencia as dívidas adquiridas durante o casamento? 💳

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como as dívidas adquiridas durante o casamento serão divididas após o divórcio. O regime de bens adotado no casamento impacta diretamente essa questão:


  • Comunhão parcial de bens:

    • Dívidas contraídas durante o casamento são compartilhadas, exceto as que beneficiaram exclusivamente um dos cônjuges.


  • Comunhão universal de bens:

    • Todas as dívidas, independentemente da origem, serão partilhadas entre as partes.


  • Separação total de bens:

    • Cada cônjuge é responsável pelas próprias dívidas, sem divisão de obrigações.


É essencial que o casal busque orientação jurídica para evitar surpresas financeiras após o divórcio.


7 E se não houver consenso entre as partes? ⚖️

Se os cônjuges não chegarem a um acordo amigável sobre a divisão de bens, pensão ou guarda, a via extrajudicial não poderá ser utilizada. Nesses casos, o casal pode:


  • Buscar uma mediação familiar, que ajuda as partes a encontrarem soluções consensuais, com o auxílio de um mediador profissional.


  • Caso a mediação não funcione, o caminho será o divórcio judicial, no qual um juiz decidirá os termos do fim do casamento.


A mediação é uma alternativa eficaz para evitar litígios prolongados e reduzir o impacto emocional, especialmente quando há filhos envolvidos.


9 Divórcio Digital: É Possível? 💻

Sim, muitos cartórios já permitem a realização do divórcio extrajudicial online, por meio de plataformas digitais. Esse formato permite que as partes assinem os documentos remotamente, sem necessidade de deslocamento.


Para verificar essa possibilidade, consulte o cartório da sua cidade ou busque orientação de um advogado.


10 Quanto custa um divórcio extrajudicial? 💰

Os custos do divórcio extrajudicial variam conforme o estado e o cartório escolhido, mas, em média, incluem:


  • Taxas do cartório: R$ 500 a R$ 2.000.

  • Honorários advocatícios: que irão depende do caso em concreto.

  • Certidões e documentos adicionais: cerca de R$ 300.


Apesar dos custos, essa modalidade tende a ser mais econômica do que o divórcio judicial.


11 Exemplos práticos de divórcio extrajudicial 📝

Para facilitar o entendimento, veja alguns exemplos de como o divórcio extrajudicial pode ser aplicado em diferentes situações:


  • Caso 1: João e Maria (sem filhos menores)João e Maria decidiram se divorciar amigavelmente. Como não têm filhos menores, e chegaram a um consenso sobre a divisão dos bens, finalizaram o divórcio em cartório em apenas 10 dias.


  • Caso 2: Pedro e Ana (com filhos menores)Pedro e Ana têm uma filha de 5 anos. Eles entraram em acordo sobre a guarda compartilhada e pensão alimentícia, que foram homologadas judicialmente. Após a decisão da justiça, puderam seguir para o cartório e concluir o divórcio extrajudicial.


  • Caso 3: Lucas e Beatriz (união estável)Embora não fossem casados no civil, Lucas e Beatriz tinham união estável registrada. Com o término do relacionamento, optaram pela dissolução extrajudicial da união estável, garantindo a partilha dos bens adquiridos.


12 Perguntas Frequentes (FAQ) ❓

a) O que acontece se uma das partes não comparecer ao cartório? Se uma das partes não comparecer, o divórcio não poderá ser finalizado extrajudicialmente e o caso deverá ser levado à via judicial.


b) Posso mudar o regime de bens durante o divórcio? Não. O regime de bens escolhido no casamento permanece até a dissolução, sendo aplicado na divisão do patrimônio.


c) Como funciona o pagamento da pensão após o divórcio? A pensão deve ser definida em acordo e constará na escritura pública. O não pagamento pode gerar execução judicial.


d) Quanto tempo demora para sair o divórcio extrajudicial? Se toda a documentação estiver correta e o casal em acordo, o processo pode ser concluído em até 7 dias úteis, dependendo da agenda do cartório e das partes envolvidas.


e) É possível revogar o divórcio extrajudicial? Não. Após a assinatura da escritura pública, o divórcio é irreversível, pois representa a dissolução oficial do casamento. Caso o casal decida reatar o relacionamento no futuro, será necessário formalizar uma nova união civil, realizando um novo casamento no cartório. Essa irreversibilidade é uma das características que diferencia o divórcio da separação judicial, que pode ser revertida antes da conversão definitiva em divórcio.


Conclusão 

O divórcio extrajudicial é uma excelente alternativa para casais que desejam uma separação amigável, rápida e segura. Entretanto, é essencial contar com a orientação de um advogado especializado para garantir que todos os direitos sejam protegidos.


Se você deseja resolver seu divórcio de forma prática e sem complicações, entre em contato com um profissional qualificado. 📲


 

Se você ficou com alguma dúvida sobre o que está escrito no textoentre em contato por meio do e-mail: contato@rodriguesefelix.adv.br, pelo botão abaixo ou pelo perfil do escritório no Instagram @rodriguesefelix. 


Caso tenha dúvidas sobre o tema discutido, é sempre recomendável buscar orientação de um advogado, que poderá analisar seu caso com base na legislação vigente. A consulta jurídica é uma ferramenta importante para obter esclarecimentos e direcionamentos adequados.





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